 Lágrimas
Quando a luta te deixe em plena estrada, Qual tronco a sós, sem flores e sem frondes, Na secreta renúncia a que te arrimas, Bendita seja a lágrima que escondes!
Quando a amargura te converta a vida Em rede estranha de sinistras horas, Mesmo nas raias do suplício extremo, Bendita seja a lágrima que choras!
Quando a prova te assalte os semelhantes Na dor de sendas ásperas e incertas, Na simpatia que te inflama o peito, Bendita seja á lagrima que ofertas!
Quando, porém, caminhas na bondade A que nobre e sereno te conjugas, Muito acima das lágrimas que vertes, Bendita seja a lágrima que enxugas!
Francisco Lobo da Costa - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier; Fonte: Antologia dos Imortais
- Postado por: alexandra às 00h42
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