nando cordel,paz pela paz


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Na hora da tristeza

Entraste na hora do desalento, como se te avizinhasses de um pesadelo.
Indefinível suplício moral te impele ao aba­timento, mágoas antigas surgem à tona.
Sentes-te à feição do viajor, para cuja sede se esgotaram as derradeiras fontes do caminho.
Experimentas o coração no peito, qual pás­saro fatigado, ao sacudir, em vão, as grades do cárcere.
Ainda assim, não permitas que a ansiedade te lance à tristeza inútil.
Se a incompreensão alheia te azedou o pen­samento, recorda os companheiros enfermos ou mutilados, quando não conhecem a própria si­tuação, qual seria de desejar e prossegue servin­do, a esperar pelo tempo que lhes dará reajuste.
Se amigos te abandonaram em árduas tarefas, à caça de considerações que lhes incensem personalidade, medita nas crianças afoitas, em­penhadas a jogos e distrações, nos momentos do estudo, e prossegue servindo, a esperar pelo tem­po, que a todos renovará na escola da experiência.
Se deixaste entes queridos ante a cinza do túmulo, convence-te de que todos eles continuam redivivos, no plano espiritual, dependendo, quase sempre, de tua conformação para que se refaçam e prossegue servindo, a esperar pelo tempo, que te propiciará, mais além, o intraduzível consolo do reencontro.
Se o fardo das próprias aflições te parece excessivamente pesado, reflete nos irmãos desfa­lecentes da retaguarda, para quem uma simples frase reconfortante de tua boca é comparável a facho estelar, nas trevas em que jornadeiam, e prossegue servindo, a esperar pelo tempo, que, no instante oportuno, a cada problema descortinará solução.
Lembra-te de que podes ser, ainda hoje, o ra­ciocínio para os que se dementaram na invigilância, o apoio dos que tropeçam na sombra, o socorro aos peregrinos da estrada que a penúria reco­lhe nas pedreiras do sofrimento, o amparo dos que choram em desespero e a voz que se levante para a defesa de injustiçados e desvalidos.
Não te detenhas para relacionar dissabores...
Segue adiante, e se lágrimas te encharcam a ponto de sentires a noite dentro dos olhos, entre­ga as próprias mãos nas mãos de Jesus e pros­segue servindo, na certeza de que a vida faz res­surgir o pão da terra lavrada e de que o sol de Deus, amanhã, nos trará novo dia.

Emmanuel - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier;
Livro “Livro da Esperança”.

- Postado por: alexandra às 23h59
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 PALAVRA E VIDA.

 Não desprimores, nem firas

 O coração que te escuta,

 Às vezes, em febre e luta,

 Na provação em que jaz;

 Pelo recurso da voz

 Que instrui, conforta e elucida,

 Deus te deu, na luz da vida,

 O Dom de fazer a paz.

 Se contratempos te afligem

 Entre as lembranças que deixas,

 Evita sombras e queixas,

 Não menosprezes ninguém;

 A ofensa que nos procura,

 Mesmo de modo impreciso,

 Dissolve-se, de improviso,

 Na fonte viva do bem.

 Se a caridade te guia

 Vencendo espinhos e males,

 Não te revoltes, nem fales,

 Agravando a treva e a dor;

 Toda palavra de auxílio,

 No bem espontâneo e puro,

 É tijolo do futuro

 Erguendo o Reino do Amor.

 Quando falas e onde falas,

 Traças caminhos e normas

 Pelas imagens que formas

 Nas palavras tais quais são;

 Como dizes no que diga,

 Constróis jardins e moradas,

 Emendas pontes e escadas

 De queda ou de elevação.

 À frente de quem te humilha,

 Não devolvas pedra e lama,

 Cala, serve, ampara e ama

 Na expressão que se traduz;

 Eis que o Céu se manifesta

 Na bondade que irradia...

 Contempla o sol cada dia:

 É bênção falando em luz.

 Maria Dolores - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier;

 Da obra: Alvorada Cristã – Nov./Dez. 2000


 



- Postado por: alexandra às 23h43
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LIBERTE SUA ALMA

Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve.
Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.
Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo.
Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram.
Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente.
Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio.
Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas".

André Luiz - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier;
Livro: Agenda Cristã. Edição de Bolso, 3ª ed., 1999.
Editora: FEB - Federação Espírita Brasileira


- Postado por: alexandra às 19h53
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