nando cordel,paz pela paz


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 LUZ E SILÊNCIO.

 

 O Mestre que nos recomendou situar a lâmpada sobre o velador, também nos exortou, de modo incisivo:

 – "Brilhe a vossa luz diante dos homens!"

 Conhecimento evangélico é sol na alma.

 Compreendendo a responsabilidade de que somos investidos, esposando a Boa Nova por ninho de nossos sentimentos e pensamentos, busquemos exteriorizar a flama renovadora que nos clareia por dentro, a fim de que a fé não seja uma palavra inoperante em nossas manifestações.

 Onde repontem espinheiros da incompreensão, sê a bênção do entendimento fraterno.

 Onde esbraveje a ofensa, sê o perdão que asserena e edifica.

 Onde a revolta incendeie corações, sê a humildade que restaura a serenidade e a alegria.

 Onde a discórdia ensombre o caminho, sê a paz que se revela no auxílio eficiente e oportuno.

 Não olvidemos que a luz brilha dentro de nós.

 Não lhe ocultemos os raios vivificantes sob o espesso velador do comodismo, nas teias do interesse pessoal.

 Entretanto, não nos esqueçamos igualmente de que o sol alimenta e equilibra o mundo inteiro sem ruído, amparando o verme e a flor, o delinqüente e o santo, o idiota e o sábio em sublime silêncio.

 Não suponhas que a lâmpada do Evangelho possa fulgurar através de acusações ou amarguras.

 Enquanto a ventania compele o homem a ocultar-se, a claridade matinal, tépida e muda, o encoraja ao trabalho renovador.

 Inflamando o coração no luzeiro do Cristo, saibamos entender e servir com Ele, sem azedume e sem crítica, sem reprovação e sem queixa, na certeza de que o amor é a garantia invulnerável da vitória imperecível.

 Emmanuel  - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier; Da Obra: "Abrigo".



- Postado por: alexandra às 22h13
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 SINAIS DE ALARME.

 Há dez sinais vermelhos, no caminho da

experiência, indicando queda provável na

obsessão: quando entramos na faixa da

impaciência; quando acreditamos que a nossa

dor é a maior; quando passamos a ver

ingratidão nos amigos; quando imaginamos

maldade nas atitudes dos companheiros;

quando comentamos o lado menos feliz dessa

ou daquela pessoa; quando reclamamos apreço

e reconhecimento; quando supomos que o

nosso trabalho está sendo excessivo; quando

passamos o dia a exigir esforço alheio, sem

prestar o mais leve serviço;

quando pretendemos fugir de nós mesmos,

através do álcool ou do entorpecente;

quando julgamos que o dever é apenas dos

outros.

 Toda vez que um desses sinais venha a surgir

no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está

presente, recomendando-nos a prudência de

amparar-nos no socorro da prece ou na luz do

discernimento.

 

 Scheilla 

 Waldo Vieira &  Francisco Cândido Xavier;

 Da obra: Ideal Espírita. CEC.



- Postado por: alexandra às 19h04
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 A Melodia do Silêncio.

 Repara a melodia do silêncio nas criações divinas.

 No Céu, tudo é harmonia sem ostentação de força.

 O Sol brilhando sem ruído...

 Os mundos em movimento sem desordem...

 As constelações refulgindo sem ofuscar-nos...

 E, na Terra, tudo assinala a música do silêncio, exaltando o amor infinito de Deus.

 A semente germinando sem bulício...

 A árvore ferida preparando sem revolta o fruto que te alimenta...

 A água que hoje se oculta no coração da fonte, para dessedentar-te amanhã...

 O metal que se deixa plasmar no fogo vivo, para ser-te mais útil.

 O vaso que te obedece sem refutar-te as ordens...

 Que palavras articuladas lhes definiriam a grandeza?

 É por isso que o Senhor também nos socorre, através das circunstâncias que não falam, por intermédio do tempo, o sábio mudo.

 Não quebres a melodia do silêncio, onde tua frase soaria em desacordo com a Lei de Amor que nos governa o caminho!

 Admira cada estrela na luz que lhe é própria...

 Aproveita cada ribeiro em seu nível...

 Estende os braços a cada criatura dentro da verdade que lhe corresponda à compreensão...

 Discute aprendendo, mas, porque desejes aprender, não precisas ferir.

 Fala auxiliando, mas não te antecipes ao juízo superior, veiculando o verbo à maneira do azorrague inconsciente e impiedoso.

 «Não saiba tua mão esquerda o que deu a direita» — disse-nos o Senhor.

 Auxilia sem barulho onde passes.

 Recorda a ilimitada paciência do Pai Celestial para com as nossas próprias faltas e ajudemos, sem alarde, ao companheiro da romagem terrestre que, muitas vezes, apenas aguarda o socorro de nosso silêncio, a fim de elevar-se à comunhão com Deus.

 Meimei - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier;

 Livro Instruções Psicofônicas.

 

 



- Postado por: alexandra às 17h20
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