
EM LOUVOR DA BONDADE DE CADA DIA.
Se a sabedoria popular situou na Terra o culto da fraternidade no primeiro dia de cada ano não nos esqueçamos de que a Lei do Senhor nos induz a procurar a bondade para o alicerce das nossas horas de cada dia. Quem se confia ao luxo de sustentar adversários, tece a rede em que lhe paralisam as concepções e em que se lhe estagnam os sentimentos. A natureza sempre sábia oferece-nos em seus mínimos departamentos a lição de interdependência e de tolerância para que a vida alcance os elevados fins a que se dirige. Se a semente hostilizasse a cova que lhe subtrai a vida da claridade solar, a mesa não receberia a bênção do pão. Se o solo recusasse o concurso da lâmina que o fere, a esterilidade converteria o campo num imenso deserto. Se a madeira guerreasse o enxó que lhe aplaina as arestas, desapareceriam as comodidades da civilização. Se a atmosfera duelasse com a tempestade, o ar não se purificaria. É indispensável receber os atritos da existência e suportá-los com humildade heróica, se nos achamos realmente interessados na aquisição de progresso efetivo. E semelhantes atritos, de mil modos diferentes, nos atingem as tarefas diárias, na interferência, na opinião, na visita ou no conceito daqueles que, de pronto, ainda não nos podem compreender. Reconheçamos que nem todos conseguem observar o mundo e a vida pelos nossos olhos ou pelo nosso modo de ser. Cada criatura se caracteriza pelo degrau evolutivo em que temporariamente estagia. Assim sendo busquemos o Cristo para confidente de nossas inclinações afetivas, orientador de nossos trabalhos, juiz de nossos sentimentos, companheiro de nossa jornada e, nas expressões do amor, do serviço, do ideal e da luta a que somos chamados cada hora, tê-lo-emos por Mestre Infalível e por Amigo Generoso a garantir a paz por luz sublime em nós mesmos. Fazer inimigos é leviandade que devemos corrigir. Cultivá-los é loucura capaz de arrojar-nos a sinistros despenhadeiros. Começando cada Ano Novo sob o signo da fraternidade, atendamos com o Senhor à necessidade de sermos melhores, uns para com os outros, no transcurso de cada dia.
EMMANUEL - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier; Da Obra: FÉ, PAZ E AMOR.
- Postado por: alexandra às 02h10
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EM FAVOR DE VOCÊ MESMO.
Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis. Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações. Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você. Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras. Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo. Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve. Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus. Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros. Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus. Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou. Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu. Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio. Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida. Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre. Habitue-se à serenidade e a fortaleza, nos círculos da luta humana; sem estas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.
André Luiz - Psicografia de: Francisco Cândido Xavier; Da obra: Agenda Cristã.
- Postado por: alexandra às 01h51
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